Laura Maria Caleffi Passos, Pamela Eduarda Echeli Monteiro, Álvaro Tadim da Costa, William Antonio Borges
Partimos do objetivo de cartografar como a Feira do Produtor, que acontece na cidade de Maringá, é instaurada pela dimensão do vivo. Nos apoiamos no circuito cartográfico de Guattari e Rolnik para viver o processo cartográfico no intuito do encontro de existências micropolíticas. Resgatamos o pluralismo existencial de Souriau para compreender os múltiplos modos de existência no espaço da Feira. Nossa metodologia deriva da cartografia enquanto processo, partindo da epistemologia pós-estruturalista, e também da pesquisa-intervenção enquanto metodologia de vivência do campo e do fenômeno da Feira do Produtor. Discutimos os resultados destramando os nós que se instauram na Feira como uma maneira micropolítica de fazer caber mais mundo e, consequentemente, de novas formas de existência para além do que está posto. Como contribuições, destacamos que os circuitos micropolíticos vivenciados na Feira se apresentam por meio da ressignificação de relações comerciais menos enrijecidas, como por agenciamentos de amigo-confiança-fiado, e ressignificação das subjetividades do espaço por meio da utilização do gramado ao redor da Feira como um espaço em que as crianças exercem suas subjetividades.
Palavras-chave: Cartografia. Feiras Livres. Pluralismo existencial.
⬇ Baixar PDF