Maria Vitória Vanin Silveira, José Braz Hercos Junior
O objetivo foi verificar se alterações no contexto econômico provocam mudanças de estágio no ciclo de vida de empresas listadas na B3. O período foi de 2018 a 2023, segmentado em três fases: pré-Covid, Covid e pós-Covid. Os estágios do ciclo de vida foram classificados em introdução, crescimento, maturidade, turbulência e declínio. Foram utilizados os modelos estatísticos: Anacor e Multilogit. Os resultados indicaram que: (a) em períodos favoráveis à atividade econômica, empresas tendem a se posicionar em estágios de crescimento e maturidade; (b) setores de saúde e de materiais básicos apresentam maior probabilidade de estarem em tais estágios, enquanto os de consumo cíclico e de petróleo demonstram probabilidade reduzida. Entre as variáveis quantitativas, (i) maior endividamento financeiro reduz a probabilidade de empresas transitarem da introdução para os demais estágios; por outro lado, (ii) maiores rentabilidades (retorno do ativo) e lucratividades (margem ebitda) associam-se positivamente aos estágios de crescimento e maturidade. Mudanças nos estágios de ciclo de vida são diretamente relacionadas a sensibilidade dos setores às flutuações econômicas. Este estudo ajuda a compreender os fatores que sustentam a viabilidade e a continuidade organizacional em diferentes contextos econômicos.
Palavras-chave: Ciclo de Vida; Contexto Econômico; Multilogit; Endividamento financeiro
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