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SIMPPA26-022 Resumo Expandido 3. Estudos Organizacionais e Sociedade

A ESTÉTICA DOS ALIMENTOS COMO ELEMENTO DE CONSTITUIÇÃO DO ORGANIZAR: ETNOGRAFIA DE FEIRAS LIVRES NA CIDADE DE MARINGÁ-PR

Leda Galdino Cardin, Josiane Silva de Oliveira, Sandra Mara de Alencar Schiavi

UEM; UEM; UEM

DOI: 10.5281/zenodo.23195439

Resumo

A feira constitui o elo final de cadeias curtas de abastecimento alimentar e, simultaneamente, um espaço de sociabilidade urbana. Este estudo objetivou compreender os critérios mobilizados pelos consumidores na escolha de alimentos em feiras de Maringá-PR e suas implicações para as perdas alimentares. Realizou-se pesquisa etnográfica com observação participante em feiras de bairro e na feira do produtor no ano de 2025 com registros em diários de campo, registros em áudio e fotográficos analisados interpretativamente (GEERTZ, 2008). Os resultados indicam que a escolha se orienta menos pelo ponto de maturação do que por um padrão estético nativo, o alimento bonito, firme, limpo e sem manchas, o que desfavorece variedades cuja maturação implica alteração da casca. Observou-se, ainda, que a exposição a granel, ao permitir o manuseio, danifica o produto, enquanto bancas com itens embalados apresentam giro de produtos mais rápido. Embora os feirantes afirmem reaproveitar quase toda a mercadoria, os achados sugerem que as perdas são deslocadas, e não eliminadas. O estudo contribui para o debate sobre estética do consumo e gestão de perdas em cadeias curtas de abastecimento, com implicações para as práticas de exposição nas bancas das feiras livres, considerando-as como espaços organizacionais.

Palavras-chave: Etnografia; Feira livre; Consumo de alimentos; Estética do alimento; Perdas alimentares.

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