Julie Cristini Dias, Priscilla Borgonhoni Chagas
O objetivo deste artigo é compreender o território do “Brique da Redenção”, na cidade de Porto Alegre (RS), enquanto clube e feira de trocas integrante do circuito inferior da economia urbana. A pesquisa, de natureza qualitativa, utiliza como procedimentos de coleta de dados secundários a pesquisa bibliográfica e a análise documental. Os resultados inicialmente caracterizam a cidade de Porto Alegre (RS), destacando, entre seus principais marcos, o êxodo rural em direção às pequenas, médias e grandes cidades gaúchas, processo que contribuiu para a periferização, a marginalização e o agravamento da violência nos grandes centros urbanos. Em seguida, analisa-se a instalação do “Brique da Redenção”, em 1978; seus agentes, classificados em públicos e não públicos; seus elementos, organizados nas categorias de artesanato, antiguidades, artes plásticas e alimentos; e sua organização, atribuída principalmente à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo. Identificam-se, ainda, horizontalidades e contrarracionalidades, expressas na criação de regulamentos próprios e na realização de movimentos e ações de resistência, bem como horizontalidades e solidariedade orgânica, manifestadas na articulação entre os agentes para participar e permanecer participando do “Brique”. Os resultados indicam que o Brique apresenta características do circuito inferior da economia urbana, mas sua dinâmica também é atravessada por verticalidades associadas à atuação do Estado e da iniciativa privada.
Palavras-chave: território; clube e feira de troca; circuito inferior da economia urbana; Brique da Redenção
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