Ana Claudia Ribeiro, Daniela Barbosa Sousa, William Antonio Borges
Estamos dispostos, enquanto pesquisadores, a outras possibilidades de escrita ou preferimos optar pelo mais seguro, pelo artigo-receita? Será que conseguiremos produzir outros modos de existência científica, que não seja a hegemônica, validada na Administração? Será que você, leitor, está disposto a nos acompanhar nesse destramar da escrita cartográfica? Nosso objetivo foi provocar reflexões sobre o constrangimento do existir de um artigo no campo da Administração, por meio de uma escrita cartográfica. Acreditamos, que a escrita cartográfica pode proporcionar outros modos de pensar e elaborar conhecimento na Administração, ao incluir o autor como parte constitutiva da pesquisa, em um movimento no qual ele não apenas descreve a realidade enquanto objeto mas a acompanha, a afeta e é afetado por ela, rompendo com a dicotomia sujeito-objeto, e instaurando a dimensão do real, do puro vivido, do fazer para saber, no processo da singularização ao dar vida aos diferentes modos de existência de um fazer ciência para chegar a um saber ciência. Por fim, compartilhamos pistas teóricas e, em alguns momentos, empíricas e metodológicas, para dialogarmos e refletirmos sobre a Cartografia enquanto um método de expansão de vida, do vivo, de expansão do modo de existência de se produzir um conhecimento científico.
Palavras-chave: Existência; Escrita Científica; Cartografia; Administração
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